segunda-feira, 16 de novembro de 2015

As seletividades do cotidiano


Todas as intervenções da mídia em relação ao atentado ocorrido na França (assim como a ocorrida no início do ano ou aquelas que aconteceram ou ameaçam países desenvolvidos, em especial os EUA), evidenciam uma preferencia que tem como viés a justificação econômica.
Os jornalistas colocam esta atenção com a normalidade de uma cobertura necessária, tendo em vista Paris se encontrar no centro do mundo no sentido do turismo, da movimentação de pessoas para as mais diversas atividades econômicas (assim como nova Iorque, Madrid, Tóquio, etc), mas em maior medida por ser uma região de intensa rota turística - Mesmo este consumo não sendo tão intenso, pois o turismo da França não impacta tão positivamente na arrecadação como nos Estados Unidos onde as práticas de turismo estão diretamente vinculadas ao consumo (roupas, parques, comida), no caso de Paris são basicamente os museus, Torre Eiffel e alimentação, onde os gastos não se dão na mesma proporcionalidade.

Por que estou falando de consumo? Porque se esta capital não tivesse essa comercialização, não tivesse no imaginário dos casais românticos como parada obrigatória, não tivesse na história mundial como país modelo político de liberdade não teríamos a mesma visão e proporção das tragédias que aconteceram. Do mesmo modo que o fato de ela ser um pais branco e europeu define por si só sua significância e empatia mundial - E o consumo, dentro deste contexto, relaciona nestas narrativas globalizantes aquilo que temos de pior e nem percebemos: a seletividade que agrega, porque foi induzido desde que somos crianças que estes lugares são importantes, são lugares fantásticos, são lugares que devemos um dia explorar, ou seja, gastar e ser feliz.

Isto não minimiza o caráter trágico de pessoas que perderam amigos e familiares, não minimiza a nossa humanidade de entender que inocentes morreram em vão - Mas o que fica é a atenção que a mídia fornece a alguns lugares tidos como referencias, injetados em nossas cabeças por Hollywood, e aqueles que não se enquadram neste perfil e que são esquecidos e normalizados - porque fazemos uma tragédia anda maior: Consideramos normal grupos já oprimidos continuarem a serem oprimidos.

Então temos a contradição: Aceitamos que grupos e nações oprimidas continuem oprimidos e explorados (Africa, Oriente Médio, América Latina...) e nações historicamente e economicamente opressores não aceitamos que possam passar por coisas semelhantes, afinal são civilizados, são exemplos de organização e economia. Na verdade ninguém precisaria passar por dificuldades, mas temos um padrão de vida, de sistema econômico e modo de pensar que nos leva a tragédias cotidianas.

Vivemos um nível de perversidade tão grande que não encaramos o fato de que, se estas nações desenvolvidas vivem com medo de atentados é porque elas mesmas montaram este escopo durante séculos de escravidão, saques, mortes e ainda as alimenta nos dias de hoje com guerras, trafico de armas, exploração e desrespeitos à Fauna e Flora e uso e desuso de países pobres conforme seus interesses...econômicos.

Não estou justificando mortes e ataques públicos com armas e bombas, estou classificando a causa e efeito. A mídia, uma das grandes culpadas de todos estes processos, ainda vivem para moldar a nossa forma de entender e classificar o mundo, os grupos e as pessoas - A mesma mídia, que também é imprescindível para o alcance da informação é a mesma que tem como resposta o dinheiro como justificativa de dar mais atenção a uns grupos em relação a outros - A mídia refere suas verdades e educa os povos conforme as verdades individualistas, de mercado e conformista. Como ultima reflexão poderíamos pensar: Se os franceses, infelizmente, vivem esta momentânea e difícil onda de medo, imagina famílias no Oriente Médio e África que vivem isto por décadas com a narrativa do progresso e desenvolvimentismo. Estas mortes (humanas e animais) representam aquilo que somos. E somos horríveis.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Grajaú e todo e restante

Muitos escrevem a sua história e estas não são contadas nas páginas dos grandes jornais e não o são primeiro porque não existe representatividade nos espaços de poder para pobres e negros e segundo porque não interessa para o homem branco bem sucedido saber o que se passa na vida de uma pessoa que não atribui a mesma semelhança de valores. A historia foi construída desta maneira e ela é efetivada pela necessidade de alguns povos, únicos povos, colocarem sua visão de mundo transformando a sua cultura em uma única cultura desrespeitando as multiculturalidades.

Sempre caminhei pelo lado mais fraco de toda esta corda e viver esta vida não é motivo de orgulho, afinal queria e deveria ter tido uma vida mais digna e repleta de oportunidades. Mas não foi bem assim e ainda me surpreendo com a capacidade de superação que o povo da periferia, o povo negro construiu – ora pela própria necessidade que lhe foi imposta, ora porque ficou conveniente para o poder público saber que existe esta resistência pela necessidade.

Quando nasci, a percepção de uma família estruturada sempre foi ameaçada, assim como a perspectiva de não ter riscos de moradia, de alimentação, de oportunidades – Minha mãe sendo uma empregada doméstica e meu pai perdido no mundo que a cocaína e o Crack lhe ofertaram, que o levou para a morte. Fui abusado sexualmente aos seis anos, por um parente de meu pai e foi esta mesma família de meu pai que me ensinou o que eu não deveria ser como pessoa – senti o desprezo, senti a falta de atenção, carinho e as coisas minuciosas que o adulto acha que engana a criança e que se transformou em uma revolta, que foi associada quando adulto, um lugar que não quero mais pisar.

No começo de minha adolescência conheci o Grajaú e com ele novas necessidades, novas faltas de estrutura que foram minando em muita culpa, em muita necessidade de mostrar o quanto podia ser homem e ajudar a minha mãe, mostrar que não seria parte de um problema como fizeram questão de me ensinar no caso do meu pai. Conseguimos o nosso espaço, um terreno cedido pelo meu avô e com ele a esperança de uma nova vida, da construção da segunda casa (agora a casa que seria nossa, não uma casa construída em um terreno que não nos pertencia...) – Uma viela no Grajaú, Jardim Gaivotas, e a felicidade de uma possível paz, de minha mãe poder reconstruir a sua vida e ser feliz. Uma de minhas metas.

A história como reflexo

Descobrir-se negro foi o primeiro passo para entender aquilo que fui e sou e na verdade estas verdades só se tornaram efetivas quando o Rap entrou na minha vida e pude entender que ser negro, ter esta identidade e saber a minha origem seria o passo inicial para algum protagonismo. Na minha adolescência conheci e fiz muitas coisas que qualquer adolescente faz, mas sempre na defensiva, como se estivesse com medo de ser afrontado, de ser desprezado e isso fez de mim uma pessoa reticente, apesar de muito ativo para experiências afetivas e descobrir novas coisas.

O grande passo se deu quando conheci pessoas que passaram por situações semelhantes ou piores que a minha, conhecer o mundo LGBTT foi um grande passo para começar a falar o que eu passei e o que eu sofria e também para entender que também sou opressor, pois ser homem e heterossexual nesta sociedade me dava e dá diversas vantagens que também se configuram no sofrimento do outro.

E então fui percebendo que os jornais, que a mídia, que os espaços de poder nunca fizeram muita questão de abordar veementemente todas estas mazelas sofridas no cotidiano pelo preto e pobre, pelo homossexual, pela mulher: quando não todos em uma mesma pessoa. Descobri que os espaços de poder são efetivados pela necessidade de se reafirmar cotidianamente como belo, como ideal, como o mais correto - seja na musica, na política, na história e religião. Então percebemos que ser preto e periférico não te deixa somente na periferia geográfica do urbano, mas na periferia do padrão de beleza, na periferia da educação, na periferia das oportunidades.

Ao adentrar um pouco no movimento negro percebi também o quão é efetivo esse mesmo sistema que quer mostrar que não existem problemas e que ao mesmo tempo é o grande responsável por tudo aquilo que foi construído, pelo sistema econômico que se alimentou da escravidão nos séculos passados e na atualidade, que define quem deve ou não ocupar as cadeiras das universidades, empresas e política e que ainda te culpa por não ter sido bom o suficiente em ocupar estes espaços. O movimento negro me fez perceber, assim como o movimento LGBTT, que existem diferenças nítidas que fazem de nós marionetes e o quanto dói saber como somos usados, o quanto é efetivo a maneira status quo de alinhar a fala de culpa, fazendo acreditar que não nos esforçamos suficientemente para ter e ser aquilo que o abastado o fez - logicamente em sua fala pelo esforço.

Crença e descrença

Empoderado e cada vez mais confuso, tive, assim como muitos, um processo doloso e complicado. Fiz parte de uma parte mínima da periferia que criou identificação com o lugar sem no entanto fazer parte dele – estudei muito e não tinha o mesmo ritmo e conversas que os meus demais vizinhos e amigos, ao mesmo tempo, quando alcancei o grande sonho da minha vida de entrar na USP criei um nojo inacreditável de tudo aquilo que também não tinha nada a ver com a minha vida dentro da universidade. Sempre me senti sozinho. Os meus pais não tiveram a oportunidade de estudar. Meu pai parou na 8° série do ensino fundamental e minha mãe, também pela necessidade, no 2° ano do ensino médio. Não tive referencias, a não ser o caráter – aquele que sofre a vida inteira e se mantém honesto e integro.

Estes sofrimentos e culpas me encaminharam para uma responsabilidade que assumi muito cedo, seja pela culpa, seja pela necessidade de mostrar que poderia ser algo. Meus vizinhos, muitos deles, tiveram uma vida muito complicada, 10 vezes mais que a minha e então não poderia culpá-los por não chegar aonde cheguei, o ser humano é muito complexo, a periferia é muito complexa e seria um erro este julgamento primário em relação aos caminhos que cada um tomou ou foi escolhido. E outra, os exemplos são mais positivos do que negativos, sem generalizações de nosso espaço.

A fala meritocrática é um risco no meu caminho, porque muitos me usam como referencial para afirmar a velha fala do “quem quer consegue” quando na verdade esse dito representa um vazio sem tamanho na minha concepção, representa a necessidade de justificar o capitalismo como um sistema útil e seguro, quando na verdade temos as grandes mazelas e desgraças da humanidade referenciadas justamente neste sistema. Os negros são excluídos, foram usados e o são, assim como muitos povos mais vulneráveis, grupos sociais tidos como minorias.

As pessoas associam a França como um país referencial no que tange a liberdade e direitos humanos, mas ninguém fala das ações dos partidos de extrema direita e o pensamento xenofóbico daquela população com negros e Árabes; Associam os Estados Unidos como um país próspero, mas não levam em consideração os financiamentos em guerras, os massacres contra os povos pobres e oprimidos de varias nacionalidades em todo o mundo; Associam o Brasil como um país de multirracial, cordial e feliz, mas não falam da juventude negra que é morta em um numero inimaginável, onde existem desigualdades ainda gigantescas. Todas estas fábulas sobre os povos são contos colocadas pelos que estão no poder, por aqueles que querem deixar evidente que o seu meio de expressão e suposta democracia serve para todos, quando na verdade ela está colocada por muito poucos a serviço de pouquíssimas pessoas falando em nome de outras das quais não possuem nenhum tipo de voz nos espaços de poder.

À tona.

Por isso tudo que reflito que não há fala efetiva de igualdade que não seja feita por aquele que entende a dor, que não há justificativas de fraternidade se quem está na base não possui voz, pois por mais do que todas as injustiças sociais sejam resolvidas por quem tem empatia pelas causas elas não são tão efetivas se não discutidas por aqueles que de fato viveram as tragédias do cotidiano, que entende o que significa ser pobre, ser excluído de fato. O Brasil cresceu muito nos últimos 12 anos e esse é um momento propício de se colocar na mesa o quanto esse crescimento se refletiu em protagonismo, em escolhas e oportunidades na fala de quem as recebeu.

Sou negro, periférico que morou em uma viela no Grajaú, filho de empregada doméstica (que mora no mesmo lugar) e estudante da USP - ainda estou aprendendo o que é estudar e me adaptar às rotinas impostas por um ensino ainda muito conservador e liberal. Ainda estou entendendo e me encontrando no movimento negro a qual tenho aprendido muito e coloca no entendimento do que é importante para a nossa população. E eu digo “nossa’ porque precisamos sim ter identidade, precisamos sim formar um gueto empoderado intelectualmente e economicamente.

Por isso não admito e não aceito que nenhum abastado se coloque na minha frente, achando que pode usar meu jeito e corpo como forma de escarnio e ofensa, que diga o que é ou não bom para mim – costumo ser muito diplomático e tranqüilo, mais ouço do que falo, mas não permito que pessoas que vieram de um meio cheio de oportunidades diga o que significa sobre aquilo que somos, minha experiência empírica vale mais do que muitos livros (apesar de saber da importância fundamental destes), e se estou fazendo um curso de Gestão de Políticas Públicas na maior universidade da América Latina é porque acredito que a administração pública, que a gestão das políticas públicas podem ser transformadoras da realidade quando olhada a partir da ponta - pois sou a ponta.

E por isso tudo que quero ir ainda muito longe. Tenho 30 anos, as vésperas de casar e cheio de sonhos ao lado de minha preta, com meus projetos pessoais, de transformar a minha mãe na rainha que já o é, de transformar a sociedade a partir daquilo que tenho e que vou adquirir. 

Agradeço pelo que sou, pois somos o que somos. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A redução da maioridade penal revertida em redução de pensamento

Apesar de lógico para muitos que os jovens infratores sejam punidos (e em nossa realidade cultural, de forma mais severa e duramente punitiva possível), temos um problema grave no que tange o olhar de todos nós sobre a própria sociedade: buscamos uma alta resolutividade nas demandas, que seja ao mesmo tempo efetiva e pontual.

Este olhar não permite um cuidado abrangente nas informações, que leve em consideração contextos sociais, históricos e econômicos que possam explicar o porquê que algumas situações são o que são. Este olhar é seletivo e parcial, muitas vezes nunca relacionado com o cotidiano, outras tantas só partem de um preconceito existente e que é alimentado pela mídia e instituições.

Por isso a necessidade de uma resposta rápida.

Não deixa de ser compreensível que, quando um jovem comete um assassinato a sensação de impunidade se eleva, pois muitos têm a sensação de que a Policia, mais ainda, o Estado, não estão preparados para atender a segurança de nossos familiares - a minha garantia de livre circulação, de poder sair à noite sem medo. Ter um jovem que cometeu um crime fora das grades representa uma afronta direta aos impostos colhidos e que deveriam se reverter em segurança pública efetiva pensam muitos.

Este parágrafo anterior é um exemplo de um olhar parcial. Não aprendemos a ver os fatos a partir de variados pontos, mas somente daqueles que nos interessam – É difícil pedir para uma mãe raciocinar sobre a sociedade tendo um filho morto, mas também é difícil saber que aquele filho vivo não é mais o filho que poderia ser, afinal o crime o roubou, a sociedade o rejeitou o estado quer exterminá-lo.

Em relação a este problema estrutural esta segunda mãe também não conseguiria resolver sozinha, pois tirando o fato de que ela será culpada por ter tido mais um filho; culpada por ser negra; culpada por ser pobre; a própria vida dela representa o desespero de saber por ela e pelos outros que este filho provavelmente não será o jovem universitário, não terá uma perspectiva supostamente positiva e que tudo aquilo que a novela da Globo passou para ela foi uma grande mentira. Mas na sua intimidade ela sabe que ele tem o seu “lado” bom, que ele é só um menino – Mas a sociedade resolveu pintá-lo de marginal preto safado, tirando sua humanidade – As oportunidades vem e vão: não, no caso dela nunca existiu.

Existem alguns lados.

A turma com direcionamento político de esquerda, da qual me incluo, sempre coloca as classes abastadas como insensíveis as pautas sociais, com o principal motivo de ser alimentada e alimentar o capital, fonte de lucro e conforto para estes.

Ao mesmo tempo a outra turma, que geralmente tem um direcionamento político de direita, de cunho liberal, diz ter esta sensibilidade, pautada nas campanhas de ajuda aos mais necessitados, acusando os esquerdistas de hipócritas na crença de uma sociedade mais justa.

Quem atua? Quem tem responsabilidade sobre estas idéias e possíveis ações?

Quem está na ponta, quem sofre, não está se importando com o que pensa A ou B, ao mesmo tempo sabemos que esta mesma população é diretamente influenciada pelos espaços de poder por uma das letras. Essa população que está na linha de frente (da qual também faço parte) muitas vezes precisa de um direcionamento que não seja aquele que possui lados, mas sim daquele que tenha um senso de justiça social que os faça saber caminhar nas análises e decisões com as próprias pernas.

Isso significa, por exemplo, saber que somente 1% dos jovens comente atos das quais serão punidos e que 0,5% deste total é representado por homicídios. Que somente 3% dos crimes que acontecem no Brasil são efetivamente esclarecidos e que existe cerca de 90 mil pessoas nas cadeias sem julgamento, maioria destes casos delitos leves, de simples resolução – A questão racial e social é preponderante para definir quem deve ou não ir para as cadeias, mas estas informações são colocadas como triviais, como se todos tivessem o mesmo tipo de tratamento no sistema prisional.

Que esses jovens têm uma lei ampla e especifica lei (ECA) que os protege e que estes mesmos jovens também são punidos em casas que servem de pré-escola daquilo que será o sistema prisional: não inclui, não recupera e ao mesmo tempo o empodera no mundo da criminalidade.

Que os programas policiais em horário nobre da TV aberta mostram uma realidade condizente com os interesses de quem os implementa, com sérias desinformações confundindo o pensamento da população, definindo assim as políticas conservadoras através da pressão que a mesma mídia impõe ao congresso. O próprio congresso, como nunca antes visto, tem uma postura de retrocesso em todas estas avaliações e deixam evidente que suas decisões são passionais e que não representam toda a população.

Poderia escrever mais três páginas de informações e de tragédias que infelizmente não ajuda o pobre e o faz mais alienado – eis um dos motivos que fazem com aja uma alta taxa de concordância com a redução da maioridade penal, fazendo com que a população tenha uma sensação de medo constante, da falta de enfrentamento, de busca incessante por valores rasos do capitalismo trazidos pela individualidade e consumismo.

Pois bem, voltando ao olhar sobre as coisas - sejam para questões graves de racismo, de falta de controle em problemas ambientais, de atitudes duvidosas na política, ou seja, em variados setores de nosso cotidiano - caminhamos com uma simplicidade absurda, que se torna mais absurda quando partem de pessoas que detém a informação, mas faz dela algo hostil e para poucos. Sabemos que melhorar a sociedade significa ouvir todos os lados, dar espaços para as discussões, porém em alguns momentos quem está no poder perde o controle sobre aquilo que é humano e ser humano significa dar vazão a um olhar mais amplo sem influências e com bons ouvidos.


Sou totalmente contra a redução da maioridade penal e se perguntarem o porquê eu diria que tirar sofrimentos e aumentar outros não faz da sociedade um lugar melhor e necessariamente mais justo.